Hoje venho contar uma história. A história começa com o despertador a tocar às 8 da manhã e comigo, como é habitual, a meter mais 20 minutos no meu tempo de sono. 8h20 já não podia tardar mais. Tinha que me levantar e me preparar para o meu exame de código. Faltava-me ainda a coragem para levantar, o banho, vestir-me, fazer mais dois exames de revisão e ir tomar o pequeno-almoço ao café da minha mãe. Tinha que estar na escola de condução apenas às 10 horas, mas a ansiedade era muita e pretendia chegar com mais antecedência. A parte do banho foi à pressa, só o suficiente para ficar limpo e relaxar um bocado. Ainda estava com a toalha quando me sentei no computador a fazer os dois exames. Num passei com 3 erradas e no outro com 2. A confiança levou um boost bacano.
Depois disto foi preparar os documentos, vestir e ir ter com a Dona Helena que não é a melhor companhia para se acalmar os nervos. Caga-se no assunto, hoje a minha mente estava demasiado focada em passar o raio do exame, o resto eram preocupações mínimas. Comi a minha sandes mista e bebi o meu leite com chocolate (rappers com 18 anos não vivem só de álcool e batatas fritas) e lá segui eu para a escola. O griff nem estava muito em dia, nada vistoso, só as baggy jeans com o casaco. O mais importante era o mp3 com os phones nos ouvidos para me desligar do meu redor. Andei assim 10 ou 20 minutos até que cheguei à escola. Ainda tive tempo de dar um giro pelo Babilónia e às 9h50 lá estava eu. Todos os alunos evacuaram da escola às 10h15 mas, para mal dos meus pecados, o instrutor que me ia levar até ao IMTT de Chelas (o meu instrutor de condução) estava atrasado. No biggie. Saímos nem sei bem que horas eram e chegámos por volta das 11h. Não conhecia ninguém das pessoas que lá estavam. Estava completamente sozinho. Existia uma sala de espera onde tínhamos que dar entrada 10 minutos antes da prova para aguardarmos a chamada. A minha era às 11h30 e lá estava eu às 11h20. Comecei a ver alunos a sair, uns com um sorriso a cumprimentar a família, outros mais tristes. Uma rapariga chamou-me a atenção : ela encontrou uma amiga na sala de espera e no meio de conversa fiada perguntou se ela ia fazer exame. Ela respondeu que sim, ao que a outra responde "eu saí agora e olha ... desisto". Yeah, nuvens negras começaram a pairar na porra da minha cabeça.
Lá saiu um cota do IMTT com um ar meio carrancudo e começou a fazer a chamada. Chamou uns 7 ou 8 nomes e mandou-os entrar. Comecei-me a perguntar se isto seria aos grupos de 8, é que assim dava para nos dividirmos em 3 grupos e eu nunca mais me despachava. Eu, acima de tudo, queria era entrar lá e despachar o raio da prova. Os nervos começavam-me a consumir um bocado dos miolos. Entretanto lá veio outro senhor mais simpático que nos explicou amavelmente como iria decorrer o processo e lá nos chamou. Fui chamado em 10º lugar e, como tal, o meu destino seria o computador número 10. Eu lembro-me de pensar que o número 10 é o do Messi e que talvez o exame me corresse tipo Leo Messi (desculpem o byte, Power Boyz). O senhor explicou-nos como se ia processar a coisa e o exame surge à minha frente. Chegou a hora. Pergunto número 1 ... não sabia a resposta ! Fiquei nervoso, gastei uns 2 ou 3 minutos só a pensar nela até que ganhei coragem e respondi. O ecrã daquilo é touch e com o meu dedo não estava a conseguir mudar de pergunta. Tudo estava a correr mal e os nervos quase que me engoliam.
Eis que uma revolução se deu : eu pensei que ainda sou grandinho para ser engolido e que, portanto, eles (os nervos) teriam que me mastigar. O problema é que para me trincarem tinham que partir os dentes. Naaaaa, o meu nome é Drama mas não dramatizei. Peguei no Bilhete de Identidade e fiz estilo cartão da escola. As perguntas já mudavam, já me apareceram coisas que eu sabia, confidence back up. Pelo meio tive altos e baixos e no final achei mesmo que estava chumbado. Tinha cinco respostas que eu não sabia e que fui por lógica. Considerei que as cinco estariam erradas. Tive a tentação de mudar mas veio-me à memória o conselho do meu irmão mais velho que me disse que desse o mambo por onde desse eu não devia alterar nada. Não o fiz. O exame chegou ao fim, o computador encerrou e o senhor disse que as folhas iam começar a imprimir. Enquanto o homem carimbava e assinava as folhas eu só pensava "já chumbei, tou fodido, foda-se. Ainda por cima com cinco, que vergonha !". Depois pensei que eu considerava aquelas erradas e que ainda havia um pouco de esperança de pelo menos duas delas estarem certas e eu passar. A esperança desapareceu rápido, estava confiante no chumbo. O senhor começou a chamar as pessoas. Vai o primeiro e "Parabéns e boa sorte". Mesma história com o segundo e com o terceiro. O quarto (uma rapariga) recebeu um "isto não correu lá muito bem, foi uma a mais ...". Consegui ver o seu ar desolado. As pessoas iam avançando e muitos começaram a passar. A rapariga que foi antes de mim chumbou com 4 respostas erradas. Levantei-me. Ouvi chamar "Ruben Filipe Gonçalves Fernandes". A caminhada do meu computador até à mesa eram uns cinco metros mas pareceram cinco quilómetros. Estendi a mão e eis que ouço "Parabéns e boa sorte".
Não estava a acreditar, fiquei com a cabeça puta. Abri o papel e vi "APROVADO COM 2 RESPOSTAS ERRADAS". Foi instintivo (e estúpido) mas dei um toque de dança no meio da sala. Ouvi alguns risos e tudo, mas que se foda a taça. Todos os que foram da minha escola passaram. Liguei a familiares e amigos, mandei mensagens, fui felicitado de caralho e fiquei com o ego inflamado. No problem, o meu maior medo, o código, estava feito.
Best fuckin feeling ever.
Peace pa todos que eu vou descansar, custa-me ser tão karga. Boas entradas.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Natal e resoluções para o Ano Novo
Já se passou o Natal e começa a contagem decrescente para o novo ano de 2013. Passei a quadra natalícia com os familiares de sempre, com menos presentes mas com a mesma animação. Eu até gosto assim. Temos tempo para ser materialistas o ano todo e devíamos aproveitar estas alturas para praticar o altruísmo. Posso dizer que dei mais do que recebi e isso fez-me sentir bem. Fez-me ver que estou a crescer e que quando dizem que "o Natal é das crianças" eu já não estou incluído nesse grupo. Para os meus primos de 3 anos eu sou o "primo grande", vejo-os a confiarem em mim para os ajudar a montar a pista de carros nova como eu confiava nos adultos quando tinha a idade deles.
Posso dizer que toda esta época foi boa para acalmar as minhas irritações e nóias. Sinto-me mais calmo, pronto para uma passagem de ano de desbunda e para mais um ano de surpresas. O destino e os acontecimentos deste ano que se avizinha são complicados de prever, mas há algumas coisas que prometi a mim mesmo que tinha que fazer e que planeio cumprir : para começar, vou-me meter em forma. Eu já fui atleta e tinha um pulmão razoável. Actualmente estou 8kg mais pesado e isso afecta-me. Quero comer melhor e fazer mais exercício. Depois, quero o Benfica campeão. Preciso de celebrar qualquer coisinha já que nos meus jogos de futsal não ganho nada. I need the braggin rights holmes ! Também quero ajudar a minha mãe. Gostava de arranjar um part-time e contribuir para a casa. Se tal não for possível dou-me por satisfeito se me conseguir portar bem nas aulas e ter boas notas porque sei que isso para ela é um orgulho. Universidade é um grande talvez que paira aqui por casa, mas vamos com calma e na altura de resolverá.
A resolução que deixo para o fim é a mais importante e poderá ser influenciada por todas as outras. A última coisa que eu quero é algo de que eu preciso há muito tempo e que teimo em não ter. Paz interior. Não peço mais nada. É meio piroso e homossexual alguém do meu elevado estatuto insensível dizer isto mas é verdade. Portanto aproveitemos o que resta de 2012 e vamos ver se 2013 nos sorri.
Peace para todos.
P.S. No próximo dia 28 de Dezembro tenho exame de código e se passar vou poder ser visto na estátua do Marquês a dar do milindro. E é tudo.
Posso dizer que toda esta época foi boa para acalmar as minhas irritações e nóias. Sinto-me mais calmo, pronto para uma passagem de ano de desbunda e para mais um ano de surpresas. O destino e os acontecimentos deste ano que se avizinha são complicados de prever, mas há algumas coisas que prometi a mim mesmo que tinha que fazer e que planeio cumprir : para começar, vou-me meter em forma. Eu já fui atleta e tinha um pulmão razoável. Actualmente estou 8kg mais pesado e isso afecta-me. Quero comer melhor e fazer mais exercício. Depois, quero o Benfica campeão. Preciso de celebrar qualquer coisinha já que nos meus jogos de futsal não ganho nada. I need the braggin rights holmes ! Também quero ajudar a minha mãe. Gostava de arranjar um part-time e contribuir para a casa. Se tal não for possível dou-me por satisfeito se me conseguir portar bem nas aulas e ter boas notas porque sei que isso para ela é um orgulho. Universidade é um grande talvez que paira aqui por casa, mas vamos com calma e na altura de resolverá.
A resolução que deixo para o fim é a mais importante e poderá ser influenciada por todas as outras. A última coisa que eu quero é algo de que eu preciso há muito tempo e que teimo em não ter. Paz interior. Não peço mais nada. É meio piroso e homossexual alguém do meu elevado estatuto insensível dizer isto mas é verdade. Portanto aproveitemos o que resta de 2012 e vamos ver se 2013 nos sorri.
Peace para todos.
P.S. No próximo dia 28 de Dezembro tenho exame de código e se passar vou poder ser visto na estátua do Marquês a dar do milindro. E é tudo.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Afinal ainda voltei
Pensava que já não vinha cá antes do fim do ano mas pelos vistos ainda dei cá uma passada. Porquê ? Porque não me tinha apercebido que o Mundo ia acabar. O fim do mundo parece-me mais relevante que o fim do ano. Isto não se aplica aos festejos porque nesse aspecto vou celebrar da mesma forma : cú na rua, bebidas do continente e os tropas de sempre. Mesmo que não seja o fim do mundo será o principio do fim do meu fígado. Se dia 22 ainda por cá andarmos eu logo relato, até lá um bom fim do mundo para todos.
I'm out.
I'm out.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
2012 - mais um ano que já se vai
Quanto mais velho fico mais rápido o tempo passa. Tenho medo disso porque só tenho 18 anos e já sinto o tempo a voar. Hei-de chegar aos 30 e já me sentir com os pés para a cova. Parece que ainda foi ontem que eu estava na rua com a family a festejar mais uma passagem de ano e já esse mesmo ano se está quase a passar. Estou naquela fase em que já faço balanços do ano que se passou e em que faço promessas para o no que aí vem. Acabar de tirar a carta, emagrecer, investir no meu futuro, aplicar-me ... Todas elas são, à partida, concretizáveis. Mas o que é certo é que eu não vou fazer nem metade das coisas que planeio.
Porquê ? Porque todos os anos eu prometo o mesmo. Se de facto eu tivesse feito as coisas não haveria necessidade de voltar a repetir a promessa no ano seguinte, certo ? Vejamos, em 2011 eu prometi inscrever-me no ginásio, emagrecer e/ou ficar em forma, tirar a carta, dedicar-me ao rap e aplicar-me na escola. Inscrevi-me no ginásio e desisti passado um mês, engordei 8kg, ainda não tirei a carta, escrevi UMA letra de rap o ano todo e tá absolutamente horrível (perdi o jeito, esqueçam não há volta a dar) e na escola ... não sei se sou eu que sou um génio ou se tenho uma sorte desgraçada porque eu não faço nada e tenho tido umas notas engraçadas.
Já me esquecia ! Como qualquer adolescente normal, andei por aí a ver se conseguia arranjar uma namorada para ter algo mais em que me concentrar. Consegui arranjar uma e consegui perceber por tabela que não fui feito para namorar. Tenho paciência a menos para discussões a mais.
Vou acabar este ano num ponto de ebulição. Preciso das férias da escola, de passar uns dias em casa, de estar com a família. Tenho tido pressão a mais, confusões a mais, tenho acumulado coisas em demasia. Esperemos que na passagem de ano tenha garrafas onde afogar as mágoas, companhia para festejar e estômago para aguentar. Não vou fazer promessas, let it roll, o que vier virá. Espero é que venham mais e melhores coisas do que neste 2012 e que consiga encontrar o mais importante : paz. Paz interior, paz de espírito. Paz para mim próprio e para a minha cabeça.
Acima de tudo quero isso. Se possível que me tragam também um pouco de inspiração para o meu rap porque este foi um ano inteiro de Ruben e 'tou com saudades do Drama.
Boa PDA para todos e que tenham um bom ano, peace.
Porquê ? Porque todos os anos eu prometo o mesmo. Se de facto eu tivesse feito as coisas não haveria necessidade de voltar a repetir a promessa no ano seguinte, certo ? Vejamos, em 2011 eu prometi inscrever-me no ginásio, emagrecer e/ou ficar em forma, tirar a carta, dedicar-me ao rap e aplicar-me na escola. Inscrevi-me no ginásio e desisti passado um mês, engordei 8kg, ainda não tirei a carta, escrevi UMA letra de rap o ano todo e tá absolutamente horrível (perdi o jeito, esqueçam não há volta a dar) e na escola ... não sei se sou eu que sou um génio ou se tenho uma sorte desgraçada porque eu não faço nada e tenho tido umas notas engraçadas.
Já me esquecia ! Como qualquer adolescente normal, andei por aí a ver se conseguia arranjar uma namorada para ter algo mais em que me concentrar. Consegui arranjar uma e consegui perceber por tabela que não fui feito para namorar. Tenho paciência a menos para discussões a mais.
Vou acabar este ano num ponto de ebulição. Preciso das férias da escola, de passar uns dias em casa, de estar com a família. Tenho tido pressão a mais, confusões a mais, tenho acumulado coisas em demasia. Esperemos que na passagem de ano tenha garrafas onde afogar as mágoas, companhia para festejar e estômago para aguentar. Não vou fazer promessas, let it roll, o que vier virá. Espero é que venham mais e melhores coisas do que neste 2012 e que consiga encontrar o mais importante : paz. Paz interior, paz de espírito. Paz para mim próprio e para a minha cabeça.
Acima de tudo quero isso. Se possível que me tragam também um pouco de inspiração para o meu rap porque este foi um ano inteiro de Ruben e 'tou com saudades do Drama.
Boa PDA para todos e que tenham um bom ano, peace.
domingo, 7 de outubro de 2012
Hip-Hop
Yo, ultimamente tenho andado meio afastado disto tudo, a minha concentração tá toda concentrada noutros assuntos. A óbvia escola que já começou, o meu quase exame de código e, principalmente, hip-hop. Fazê-lo não o tenho feito, mas tenho pesquisado muito, ouvido muito e descoberto muito.
Portanto venho só deixar a dica que caso alguém conheça assim qualquer coisa underground (seja em português ou inglês, importa-me mais a qualidade) que me diga e me mostre ! Ando com fome de novos artistas e de música nova e estou receptivo a sugestões.
Peace
Portanto venho só deixar a dica que caso alguém conheça assim qualquer coisa underground (seja em português ou inglês, importa-me mais a qualidade) que me diga e me mostre ! Ando com fome de novos artistas e de música nova e estou receptivo a sugestões.
Peace
sábado, 22 de setembro de 2012
Dedicatória
Foram muitas as pessoas que eu conheci ao longo da minha vida. Umas boas, outras más, umas interessantes, outras desinteressantes, mas poucas marcantes. Tenho dedicado muitos dos meus agradecimentos e muita da minha escrita aos meus amigos LSD mas acho que chegou a hora de agradecer a uma outra pessoa. Uma pessoa que entrou para não sair mais, seja física ou sentimentalmente. Uma pessoa que já merecia ser valorizada e saber aquilo que tem significado e continua a significar para mim.
Beatriz, por ti eu nutro respeito, admiração e carinho que se conjugam numa das coisas mais bonitas que eu alguma vez senti. A tua força e a tua determinação acabam por ser a tua fragilidade, exiges demasiado de ti mesma. Sei que estás a passar uma fase menos boa da tua vida, mas quero que saibas que não estás sozinha. Seria incapaz de te fazer isso principalmente depois de tudo o que fizeste por mim. Fizeste coisas que se calhar nem te apercebeste de fazer mas que em certas alturas me ajudaram a não me ir abaixo.
Muitas foram as vezes em que eu bloqueei e tu me inspiraste, muitas foram as vezes em que me fui abaixo e tu não só me trouxeste de novo cá para cima como ainda me deixaste com um sorriso, muitas foram as vezes que eu errei e tu demonstraste o monstruoso coração que tens e me perdoaste. Fizeste-me crescer em todos os aspectos, transformaste-me num Homem. Ensinaste-me que não é mau falarmos dos nossos sentimentos, ensinaste-me a ser mais responsável, ensinaste-me a acreditar em mim, foste muitas vezes a voz da razão quando a minha cabeça não tinha juízo.
Antes de ti eu era um comboio descarrilado e prestes a espetar-se contra alguma coisa, depois de ti tornei-me em alguém que já sabe distinguir o certo do errado e já conhece os seus limites. Sem ti eu não era a pessoa que sou hoje porque foste tu que me tiraste de maus caminhos e me puseste on track. E isso é impagável.
Sempre que te fores abaixo lembra-te de mim. Sempre que te sentires sozinha lembra-te que me tens contigo. Sempre que te sentires uma péssima pessoa lembra-te de todo o bem que já me fizeste. Sempre que precisares, sempre que quiseres, sempre que te apetecer lembra-te de mim que eu vou 'tar cá para ti da mesma forma que eu sei que tu estarias lá para mim.
Vais continuar a errar, vais continuar a ser imperfeita mas também vais continuar a ser uma das melhores pessoas que eu alguma vez tive o prazer de conhecer. És rara, és especial e és única. Não te trocava por fortuna nenhuma deste Mundo porque uma amizade como a tua pura e simplesmente não tem preço, tem sim é muito valor.
Por tudo o que já veio e por tudo o que virá, um obrigado, Beatriz. Um obrigado e muita força.
With love, your boy Drama
Beatriz, por ti eu nutro respeito, admiração e carinho que se conjugam numa das coisas mais bonitas que eu alguma vez senti. A tua força e a tua determinação acabam por ser a tua fragilidade, exiges demasiado de ti mesma. Sei que estás a passar uma fase menos boa da tua vida, mas quero que saibas que não estás sozinha. Seria incapaz de te fazer isso principalmente depois de tudo o que fizeste por mim. Fizeste coisas que se calhar nem te apercebeste de fazer mas que em certas alturas me ajudaram a não me ir abaixo.
Muitas foram as vezes em que eu bloqueei e tu me inspiraste, muitas foram as vezes em que me fui abaixo e tu não só me trouxeste de novo cá para cima como ainda me deixaste com um sorriso, muitas foram as vezes que eu errei e tu demonstraste o monstruoso coração que tens e me perdoaste. Fizeste-me crescer em todos os aspectos, transformaste-me num Homem. Ensinaste-me que não é mau falarmos dos nossos sentimentos, ensinaste-me a ser mais responsável, ensinaste-me a acreditar em mim, foste muitas vezes a voz da razão quando a minha cabeça não tinha juízo.
Antes de ti eu era um comboio descarrilado e prestes a espetar-se contra alguma coisa, depois de ti tornei-me em alguém que já sabe distinguir o certo do errado e já conhece os seus limites. Sem ti eu não era a pessoa que sou hoje porque foste tu que me tiraste de maus caminhos e me puseste on track. E isso é impagável.
Sempre que te fores abaixo lembra-te de mim. Sempre que te sentires sozinha lembra-te que me tens contigo. Sempre que te sentires uma péssima pessoa lembra-te de todo o bem que já me fizeste. Sempre que precisares, sempre que quiseres, sempre que te apetecer lembra-te de mim que eu vou 'tar cá para ti da mesma forma que eu sei que tu estarias lá para mim.
Vais continuar a errar, vais continuar a ser imperfeita mas também vais continuar a ser uma das melhores pessoas que eu alguma vez tive o prazer de conhecer. És rara, és especial e és única. Não te trocava por fortuna nenhuma deste Mundo porque uma amizade como a tua pura e simplesmente não tem preço, tem sim é muito valor.
Por tudo o que já veio e por tudo o que virá, um obrigado, Beatriz. Um obrigado e muita força.
With love, your boy Drama
domingo, 16 de setembro de 2012
Back to school
Hoje até posto qualquer cena mais cedo do que o habitual. O meu habitual é a madrugada porque é quando eu geralmente não tenho nada para fazer, mas hoje tem que ser diferente por um motivo muito simples : amanhã já levanto o cú cedo da cama. Pois é, as aulas voltaram. Voltou a rotina, voltou o levantar cedo, voltou o trabalho da juventude.
Sinceramente a parte que mais me custa nem é a parte do trabalho porque eu gosto de ter alguma coisa para fazer e nem acho a escola muito difícil. Sou um dos privilegiados que se pode dar ao luxo de ser preguiçoso e mesmo assim passar de ano com umas notinhas razoáveis. Estou numa turma nova o que é bom no sentido de que poderei conhecer pessoas novas mas é péssimo no sentido de que eu já tinha grandes amizades na minha turma antiga, enfim, novo ano, novas coisas, novos desafios.
Nada disso me atormenta muito, lido bem com a mudança e não desgosto dela. A parte que me custa mais é que vou deixar de ver tanto os meus amigos. Cada um de nós estuda numa escola, cada um de nós está no seu ano e cada um de nós tem o seu horário. O nosso ponto de reunião semanal era, habitualmente, a futebolada aos sábados mas o pavilhão está em obras e só vamos poder começar a jogar lá para Outubro ou Novembro.
Às sextas-feiras a malta ainda desce mas o cansaço pesa e estamos em casa mais cedo do que o costume. Não temos a mesma disponibilidade para ir aqui ou ali porque temos a escola durante a semana que nos cansa e entorpece um pouco tanto os corpos como as mentes e, se tivermos o azar de apanhar algum setor mais reles, até a própria alma e a paciência.
Ficam as recordações e as saudades de mais um Verão bem passado na companhia dos de sempre. E que venham mais férias para nós aproveitarmos ! Mas, por enquanto, que nos corra a todos bem o ano lectivo para despacharmos isto rapidamente.
One love meus LSD, peace
Sinceramente a parte que mais me custa nem é a parte do trabalho porque eu gosto de ter alguma coisa para fazer e nem acho a escola muito difícil. Sou um dos privilegiados que se pode dar ao luxo de ser preguiçoso e mesmo assim passar de ano com umas notinhas razoáveis. Estou numa turma nova o que é bom no sentido de que poderei conhecer pessoas novas mas é péssimo no sentido de que eu já tinha grandes amizades na minha turma antiga, enfim, novo ano, novas coisas, novos desafios.
Nada disso me atormenta muito, lido bem com a mudança e não desgosto dela. A parte que me custa mais é que vou deixar de ver tanto os meus amigos. Cada um de nós estuda numa escola, cada um de nós está no seu ano e cada um de nós tem o seu horário. O nosso ponto de reunião semanal era, habitualmente, a futebolada aos sábados mas o pavilhão está em obras e só vamos poder começar a jogar lá para Outubro ou Novembro.
Às sextas-feiras a malta ainda desce mas o cansaço pesa e estamos em casa mais cedo do que o costume. Não temos a mesma disponibilidade para ir aqui ou ali porque temos a escola durante a semana que nos cansa e entorpece um pouco tanto os corpos como as mentes e, se tivermos o azar de apanhar algum setor mais reles, até a própria alma e a paciência.
Ficam as recordações e as saudades de mais um Verão bem passado na companhia dos de sempre. E que venham mais férias para nós aproveitarmos ! Mas, por enquanto, que nos corra a todos bem o ano lectivo para despacharmos isto rapidamente.
One love meus LSD, peace
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Miúdas
Miúdas. Uma palavra tão simples para um ser tão complicado. Uma palavra tão fácil de escrever mas algo tão complicado de lidar. Entender a palavra e o seu significado é fácil, entender as miúdas em questão é que já é uma situação mais complicada.
Eu pessoalmente não tenho grande sorte com as miúdas. Porquê ? Eu podia dizer que sou feio e acabava já aqui com o post, mas vou tentar manter a auto-estima e dizer que é porque eu não as compreendo nem elas me compreendem a mim. Acho que isto se passa com o sexo masculino em geral. Eu sou o típico rapaz, gosto de jogar futebol, arroto, falo alto, digo palavrões, sou bruto até dizer chega a brincar e só digo baboseiras da boca para fora. As miúdas não, são um ser mais evoluído. Enquanto que os rapazes estão preocupados em serem rapazes as miúdas estão preocupadas em serem mulheres. São mais ligadas aos sentimentos, mais educadas, mais maduras, mais conscientes no geral. Eu e os sentimentos ... Pá eu tenho-os 'tão a ver, demonstrá-los é que não dá muito jeito.
Mas meninas, não saber demonstrar sentimentos não quer dizer que eles não existam. A conversa mais batida de hoje em dia é a de "os rapazes são porcos", "os rapazes são todos iguais" e por aí fora. Aprendam uma coisa, nós somos seres simples. O nosso "sim" quer dizer "sim", o "talvez" quer dizer "talvez" e o "não" quer dizer "não". Gostamos que falem connosco directamente porque esses enigmas que o sexo feminino tem vão muito para além da compreensão de um cérebro masculino.
Esta falta de compreensão gera confusões que por sua vez vão gerar discussões que por sua vez vão gerar estados no Facebook de miúdas revoltadas porque o rapaz A ou B só a queria para o truca-truca. Essa é outra questão : se um ser tão evoluído e maduro como um miúda de 16 anos não consegue perceber que há rapazes que são simplesmente porcos, porque é que depois a culpa disso é nossa ? Vocês metem-se com os errados sabendo que eles são errados, queixam-se que eles não prestam mas mesmo entregam-se a eles e depois "OH MEU DEUS FUI ENGANADA, QUE TRISTEZA ESTA MINHA QUE ME CONSOME INTERNAMENTE". Se me permitem a falta de educação, ide masé todas direitinhas para a merda. Vocês só são enganadas se não souberem no que se estão a meter. Se souberem não estão a ser enganadas, estão a sofrer as consequências das vossas más escolhas.
Mas pronto, admito que preciso de vocês do sexo feminino. Por 1001 motivos. Mais que não seja ter que ficar agarrado à Palmira se não tiver outra pessoa com quem "confraternizar". Sou um apaixonado por natureza e aquilo que mais paixão me desperta é o sexo feminino, mas também foi precisamente através de "uma de vocês" que eu puder vir ao Mundo. Portanto tentem-nos compreender que nós vamos tentar fazer o mesmo convosco para podermos ser todos felizes juntos ok ?
Peace out for the ladies
Eu pessoalmente não tenho grande sorte com as miúdas. Porquê ? Eu podia dizer que sou feio e acabava já aqui com o post, mas vou tentar manter a auto-estima e dizer que é porque eu não as compreendo nem elas me compreendem a mim. Acho que isto se passa com o sexo masculino em geral. Eu sou o típico rapaz, gosto de jogar futebol, arroto, falo alto, digo palavrões, sou bruto até dizer chega a brincar e só digo baboseiras da boca para fora. As miúdas não, são um ser mais evoluído. Enquanto que os rapazes estão preocupados em serem rapazes as miúdas estão preocupadas em serem mulheres. São mais ligadas aos sentimentos, mais educadas, mais maduras, mais conscientes no geral. Eu e os sentimentos ... Pá eu tenho-os 'tão a ver, demonstrá-los é que não dá muito jeito.
Mas meninas, não saber demonstrar sentimentos não quer dizer que eles não existam. A conversa mais batida de hoje em dia é a de "os rapazes são porcos", "os rapazes são todos iguais" e por aí fora. Aprendam uma coisa, nós somos seres simples. O nosso "sim" quer dizer "sim", o "talvez" quer dizer "talvez" e o "não" quer dizer "não". Gostamos que falem connosco directamente porque esses enigmas que o sexo feminino tem vão muito para além da compreensão de um cérebro masculino.
Esta falta de compreensão gera confusões que por sua vez vão gerar discussões que por sua vez vão gerar estados no Facebook de miúdas revoltadas porque o rapaz A ou B só a queria para o truca-truca. Essa é outra questão : se um ser tão evoluído e maduro como um miúda de 16 anos não consegue perceber que há rapazes que são simplesmente porcos, porque é que depois a culpa disso é nossa ? Vocês metem-se com os errados sabendo que eles são errados, queixam-se que eles não prestam mas mesmo entregam-se a eles e depois "OH MEU DEUS FUI ENGANADA, QUE TRISTEZA ESTA MINHA QUE ME CONSOME INTERNAMENTE". Se me permitem a falta de educação, ide masé todas direitinhas para a merda. Vocês só são enganadas se não souberem no que se estão a meter. Se souberem não estão a ser enganadas, estão a sofrer as consequências das vossas más escolhas.
Mas pronto, admito que preciso de vocês do sexo feminino. Por 1001 motivos. Mais que não seja ter que ficar agarrado à Palmira se não tiver outra pessoa com quem "confraternizar". Sou um apaixonado por natureza e aquilo que mais paixão me desperta é o sexo feminino, mas também foi precisamente através de "uma de vocês" que eu puder vir ao Mundo. Portanto tentem-nos compreender que nós vamos tentar fazer o mesmo convosco para podermos ser todos felizes juntos ok ?
Peace out for the ladies
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Séculos e mentalidades
Estamos em pleno século XXI, era de avanços tecnológicos,
avanços científicos, avanços em quase tudo. Digo quase tudo mas eu achava que
se tinha avançado em tudo. Afinal não. Vim hoje a confirmar que o mais
importante de tudo continuo retrógrado como um carro puxado a bois.
Falo da mentalidade das pessoas. Aliás, vou corrigir, falo da mentalidade dos
jovens.
Os mais velhos eu não posso recriminá-los por pensamentos mais antiquados pois muitos deles cresceram numa época em que pensar assim era o adequado e têm certos preconceitos demasiado enraizados para poderem ser mudados. Agora a minha geração ? Fico em completo choque !
O motivo maior do meu choque até é a simples contradição da mentalidade de hoje em dia. Passo a explicar : uma pessoa com um penteado completamente excêntrico, tatuagens, piercings, alargadores e por aí fora é muitas vezes classificada de estranha pelas gerações mais antigas. É aí que os nossos jovens (e muito bem) entram e dizem que eles são pessoas como todos os outros, têm é um estilo alternativo e gostam de ser assim. Quando alguém lhes diz que tantos piercings e buracos de brincos tão grandes ficam feios os nossos jovens mais uma vez (e de novo muito bem) voltam a defender a igualdade e a liberdade e a dizem que é uma questão de gosto pessoa e que aquela pessoa não devia ser marginalizada pela sua maneira de vestir. Não pensem que não concordo com isto, acho isto até muito bem porque defendo que cada um tem o direito de ter o estilo de roupa e estilo de vida que bem entender. A contradição, depois, entra aqui : se os nossos jovens (e não falo dos "cotas", os jovens mesmo), virem um chunga .... Jesus, o caso muda de figura. É porque andar de fato-de-treino de clubes é ridículo, é porque andar cheio de piercings e anéis é ridículo ... até na música. Um desses senhores mais "alternativos" que ouça um metal mais pesado em que os cantores façam muito uso do scream (e perdoem-me se estou a dizer uma baboseira mas não estou muito dentro do assunto), todos dizem que é música e é o gosto dele. Se o tal "chunguita mitra" ouve kizomba já é o cúmulo do ridículo. Nem a linguagem se escapa ! Um chunga que fale criolo com os amigos é um wannabe, é um bollycao, é uma série de coisas. Mas ninguém vê o menor problema em certas pessoas misturarem português com inglês na mesma frase só para darem numa de cultos ou entendidos (confesso que este é um vício meu e eu falo inglês a toda a hora feito burro). Onde está a igualdade aqui ? Ou só funciona para alguns ?
Tudo isto me surgiu a propósito de uma situação que se passou comigo hoje em que alguém, não sei se é homem ou mulher porque não quis dar a cara, me insultou (ou tentou insultar) numa rede social dizendo que eu tenho a mania que sou giro/fofo/bué mau/seja lá o que for que a pessoa em questão queria fazer entender só porque tiro fotos em que, e passo a citar, " tenho buéd macacos comigo". Depois de ler a primeira vez confesso que quando li a palavra macaco entrei em pânico porque achava que tinha alguma foto no Facebook em que se notava que eu estava com macacos no nariz. Lá se ia a minha reputação, bolas. Mas depois de ler bem a ofensa e de interpretá-la cheguei à conclusão que eu estava a ser criticado por tirar muitas fotos para as redes sociais com negros. Ora bem, que eu tenho uma série de fotos acompanhado por negros no Facebook eu tenho. You got me there homie. Mas os negros em questão são o meu grupo de amigos. Porque eu ao contrário de uma mente tão evoluída como a da pessoa que me "insultou" não julgo as pessoas pela cor da pele nem escolho os meus amigos com base na sua etnia, estrato social nem nada do género. Não sou como muitos que se calhar se dão com A ou B porque têm fama, depois dão-se com C e D porque têm mais alguma coisa que eles queiram. Nada disso. Eu sou amigo destes bacanos há anos e vou continuar a ser, venha o que vier. Independentemente da diferença na raça temos uma amizade melhor do que muitos amiguinhos com o tom de pele exactamente igual.
Estamos no século XXI, deixem para trás preconceitos burros e acima de tudo preocupem-se mais com a vossa vida e deixem a vida dos outros. Ou então obriguem-me a tirar fotos com chineses só para me mandarem a boca de que eu acho que já sei fazer kung-fu.
Um longo texto e escrito com palavras bué caras (menos este bué mas puta que pariu) só para deixar a mensagem de que o preconceito é uma coisa feia seja ele de que tipo for.
Peace
Os mais velhos eu não posso recriminá-los por pensamentos mais antiquados pois muitos deles cresceram numa época em que pensar assim era o adequado e têm certos preconceitos demasiado enraizados para poderem ser mudados. Agora a minha geração ? Fico em completo choque !
O motivo maior do meu choque até é a simples contradição da mentalidade de hoje em dia. Passo a explicar : uma pessoa com um penteado completamente excêntrico, tatuagens, piercings, alargadores e por aí fora é muitas vezes classificada de estranha pelas gerações mais antigas. É aí que os nossos jovens (e muito bem) entram e dizem que eles são pessoas como todos os outros, têm é um estilo alternativo e gostam de ser assim. Quando alguém lhes diz que tantos piercings e buracos de brincos tão grandes ficam feios os nossos jovens mais uma vez (e de novo muito bem) voltam a defender a igualdade e a liberdade e a dizem que é uma questão de gosto pessoa e que aquela pessoa não devia ser marginalizada pela sua maneira de vestir. Não pensem que não concordo com isto, acho isto até muito bem porque defendo que cada um tem o direito de ter o estilo de roupa e estilo de vida que bem entender. A contradição, depois, entra aqui : se os nossos jovens (e não falo dos "cotas", os jovens mesmo), virem um chunga .... Jesus, o caso muda de figura. É porque andar de fato-de-treino de clubes é ridículo, é porque andar cheio de piercings e anéis é ridículo ... até na música. Um desses senhores mais "alternativos" que ouça um metal mais pesado em que os cantores façam muito uso do scream (e perdoem-me se estou a dizer uma baboseira mas não estou muito dentro do assunto), todos dizem que é música e é o gosto dele. Se o tal "chunguita mitra" ouve kizomba já é o cúmulo do ridículo. Nem a linguagem se escapa ! Um chunga que fale criolo com os amigos é um wannabe, é um bollycao, é uma série de coisas. Mas ninguém vê o menor problema em certas pessoas misturarem português com inglês na mesma frase só para darem numa de cultos ou entendidos (confesso que este é um vício meu e eu falo inglês a toda a hora feito burro). Onde está a igualdade aqui ? Ou só funciona para alguns ?
Tudo isto me surgiu a propósito de uma situação que se passou comigo hoje em que alguém, não sei se é homem ou mulher porque não quis dar a cara, me insultou (ou tentou insultar) numa rede social dizendo que eu tenho a mania que sou giro/fofo/bué mau/seja lá o que for que a pessoa em questão queria fazer entender só porque tiro fotos em que, e passo a citar, " tenho buéd macacos comigo". Depois de ler a primeira vez confesso que quando li a palavra macaco entrei em pânico porque achava que tinha alguma foto no Facebook em que se notava que eu estava com macacos no nariz. Lá se ia a minha reputação, bolas. Mas depois de ler bem a ofensa e de interpretá-la cheguei à conclusão que eu estava a ser criticado por tirar muitas fotos para as redes sociais com negros. Ora bem, que eu tenho uma série de fotos acompanhado por negros no Facebook eu tenho. You got me there homie. Mas os negros em questão são o meu grupo de amigos. Porque eu ao contrário de uma mente tão evoluída como a da pessoa que me "insultou" não julgo as pessoas pela cor da pele nem escolho os meus amigos com base na sua etnia, estrato social nem nada do género. Não sou como muitos que se calhar se dão com A ou B porque têm fama, depois dão-se com C e D porque têm mais alguma coisa que eles queiram. Nada disso. Eu sou amigo destes bacanos há anos e vou continuar a ser, venha o que vier. Independentemente da diferença na raça temos uma amizade melhor do que muitos amiguinhos com o tom de pele exactamente igual.
Estamos no século XXI, deixem para trás preconceitos burros e acima de tudo preocupem-se mais com a vossa vida e deixem a vida dos outros. Ou então obriguem-me a tirar fotos com chineses só para me mandarem a boca de que eu acho que já sei fazer kung-fu.
Um longo texto e escrito com palavras bué caras (menos este bué mas puta que pariu) só para deixar a mensagem de que o preconceito é uma coisa feia seja ele de que tipo for.
Peace
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Bloqueio criativo
Começo a ficar seriamente atrofiado e frustrado. Eu não tenho o hábito de escrever letras com muita regularidade, ou pelo menos de as assentar num papel. Mesmo assim, por dia choviam músicas na minha cabeça, sempre que me apanho sozinho automaticamente a minha mente divaga para improvisos. Ou pelo menos divagava e até divagava bem ! Saíam boas cenas, algumas rimas ou punchs mais cool que eu aproveitava e me serviam de mote para uma nova letra, mas agora .... 0. Eu até cheguei ao ponto de estar a escrever uma letra e sonhar com o 2º verso e saiu fire. Mas repito, agora, 0 !
'Tou no maior bloqueio criativo que me lembro de ter, não me sai literalmente nada da cabeça, não consigo improvisar, não consigo escrever nada, não consigo pura e simplesmente. Mesmo que se cheguem ao pé de mim e digam um início para eu completar do género "Mato beats, mc's e mato hoes também", não vou conseguir ter capacidade lírica para fazer isso rimar e te mandar para a cona da tua mãe ou algo do género.
Começo seriamente a pensar se perdi a minha "thing", aquilo que todos têm na coisa que são bons e não sabem explicar o que é. Acho que a minha fase lírica foi curta, estagnei por completo, a fonte secou ....
Hope I get back to rhymin' soon, mas não fiquem esperançosos.
Peace
'Tou no maior bloqueio criativo que me lembro de ter, não me sai literalmente nada da cabeça, não consigo improvisar, não consigo escrever nada, não consigo pura e simplesmente. Mesmo que se cheguem ao pé de mim e digam um início para eu completar do género "Mato beats, mc's e mato hoes também", não vou conseguir ter capacidade lírica para fazer isso rimar e te mandar para a cona da tua mãe ou algo do género.
Começo seriamente a pensar se perdi a minha "thing", aquilo que todos têm na coisa que são bons e não sabem explicar o que é. Acho que a minha fase lírica foi curta, estagnei por completo, a fonte secou ....
Hope I get back to rhymin' soon, mas não fiquem esperançosos.
Peace
domingo, 15 de julho de 2012
Yeah
Yeaaaaaaaaah, tudo o que me apetece dizer é mesmo yeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah ! Porquê ? Easy ! Tive um ano na escola cansativo pa caralho ainda a juntar a uma pressão também ela do caralho graças ao exames e tudo isso agora foi ... co caralho também, para manter o vocábulo. Agora é so tchillin, stylin, uma beca de freestylin e dormir até à tarde. E porra, eu mereço. Um rapaz como eu, desinteressado de tudo, não se ia obviamente sentir interessado por essa desinteressante actividade que dá pelo nome de aulas. Mesmo assim, com algum esforço pelo meio, cheguei à fase dos exames com a garantia de que passava de ano e com alguma segurança em relação às notas que poderia tirar. Bastavam-me 2 valores a uma disciplina e 4 a outra que tinha 10 naquela merda (yeeeeaaaaaah). Mas ya, mesmo assim dei numa de responsável e quis ir lá defender a minha honra e ter pelo menos 10 nos dois exames. Pensei em estudar, confesso que pensei. Confesso também que não estudei porque a minha ocupada mente não permitiu que o meu desocupado tempo pudesse ser dedicado ao estudo. Mesmo assim fiz os exames na descontra e ainda deu para manter uma nota e subir a outra. Who's your daddy now, GAVE ?
Resumindo, agora estou 100% de férias, 100% descansado e 100% concentrado em estar desconcentrado de tudo .... acabou o futsal, 'tá quase a acabar a carta e às 3h30 ainda não me acabou a imaginação. Nice, devo dizer. Agora só me resta esperar até Setembro para me voltar a preocupar com a gasolina para o carro, com a compra dos livros e com o voltar a acertar os sonos que andam trocados das minhas noitadas no Facebook ou na rua.
Portanto este Verão Drama is back nessa shit, provavelmente sem rap porque ando num bloqueio criativo, mas ya vou escrevendo merdas para aqui.
Peace out e boas férias também pa vocês
Resumindo, agora estou 100% de férias, 100% descansado e 100% concentrado em estar desconcentrado de tudo .... acabou o futsal, 'tá quase a acabar a carta e às 3h30 ainda não me acabou a imaginação. Nice, devo dizer. Agora só me resta esperar até Setembro para me voltar a preocupar com a gasolina para o carro, com a compra dos livros e com o voltar a acertar os sonos que andam trocados das minhas noitadas no Facebook ou na rua.
Portanto este Verão Drama is back nessa shit, provavelmente sem rap porque ando num bloqueio criativo, mas ya vou escrevendo merdas para aqui.
Peace out e boas férias também pa vocês
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Exames
Nem me vou dar ao trabalho de escrever muito, vou basicamente usar isto para dizer que tenho exame às 14h, são 00h56 e ainda não estudei e a minha derradeira esperança é acender uma velinha a Nossa Senhora de Fátima e rezar pelo melhor !
Wish me luck
Wish me luck
terça-feira, 12 de junho de 2012
Patriotismo
Chega-se a esta altura dos Europeus e parece que o país pára. Lembro-me perfeitamente da onda de apoio que se gerou em 2004, lembro-me do entusiasmo com o Mundial de 2006 e a partir daí parece que a ligação entre adeptos e selecção desapareceu. O típico português pessimista voltou e veio junto com ele o ainda mais típico pensamento de que os estrangeiros é que são bons e os nossos não valem nada. Assobios e vaias vieram substituir os anteriores aplausos e cânticos, pelo menos entre a maioria dos adeptos.
Ao longo do ano sou benfiquista e adepto de futebol, sou racional e objectivo, admirador do Messi e não do Ronaldo e não deixo de vibrar com o futebol. Mas chegando-se a esta altura eu prefiro ser original e ir contra o pensamento da maioria dos portugueses. Nesta altura não sou benfiquista nem adepto de futebol, racionalidades e coisas objectivas não me assistem minimamente, o Messi para mim vira anão em vez de génio e eu não vibro com o futebol, eu praticamente que o respiro. É que nesta altura eu sou português. O futebol transcende-se, deixa de ser apenas um desporto. É uma questão de orgulho e de imagem internacional, é uma questão de patriotismo. Podem não gostar do jogador A ou B (Rúben Micael, really ?!), podem achar o mister um fraco (algo de que eu discordo) que eu não me importo, são opiniões. Percebam apenas que nesta altura vocês não os estão a apoiar a eles, estão-se a apoiar a vocês mesmo. Eles estão em campo mas estão a representar-nos a nós, ao nosso país, uma nação pequena e cada vez mais mal-vista mundialmente e que tem gente que mesmo assim insiste em não acreditar naquilo que é nosso.
A perder, que percamos todos para que possamos perder e mesmo assim estar de cabeça erguida e com o orgulho menos ferido. A ganhar, que ganhemos todos, que celebremos todos, que sintamos todos o orgulho da vitória. Não deixem apenas que percam alguns e, no caso de vitória, que já sejam todos a ganhar. Unam-se e viva Portugal !
Ao longo do ano sou benfiquista e adepto de futebol, sou racional e objectivo, admirador do Messi e não do Ronaldo e não deixo de vibrar com o futebol. Mas chegando-se a esta altura eu prefiro ser original e ir contra o pensamento da maioria dos portugueses. Nesta altura não sou benfiquista nem adepto de futebol, racionalidades e coisas objectivas não me assistem minimamente, o Messi para mim vira anão em vez de génio e eu não vibro com o futebol, eu praticamente que o respiro. É que nesta altura eu sou português. O futebol transcende-se, deixa de ser apenas um desporto. É uma questão de orgulho e de imagem internacional, é uma questão de patriotismo. Podem não gostar do jogador A ou B (Rúben Micael, really ?!), podem achar o mister um fraco (algo de que eu discordo) que eu não me importo, são opiniões. Percebam apenas que nesta altura vocês não os estão a apoiar a eles, estão-se a apoiar a vocês mesmo. Eles estão em campo mas estão a representar-nos a nós, ao nosso país, uma nação pequena e cada vez mais mal-vista mundialmente e que tem gente que mesmo assim insiste em não acreditar naquilo que é nosso.
A perder, que percamos todos para que possamos perder e mesmo assim estar de cabeça erguida e com o orgulho menos ferido. A ganhar, que ganhemos todos, que celebremos todos, que sintamos todos o orgulho da vitória. Não deixem apenas que percam alguns e, no caso de vitória, que já sejam todos a ganhar. Unam-se e viva Portugal !
quarta-feira, 16 de maio de 2012
A questão da Reboleira
Ontem à noite estava eu na rua com os meus amigos, tranquilo como sempre, quando um deles diz algo que eu já algum tempo temia ouvir : aquelas medidas do Governo para reduzir nas freguesias iam afectar a "minha" Reboleira que irá agora desaparecer do mapa e ser agregada à Venteira. Fiquei revoltado e ao mesmo tempo incrédulo e então decidi investigar. Como não achei que o Google me fosse ajudar muito nesta questão resolvi recorrer à minha mãe. Ela informou-me logo de tudo : andavam a espalhar papéis pelos cafés da zona para atingir pelo menos as 3 mil assinaturas. Se esse número fosse atingido essa medida seria abortada. Fiquei com esperança, obviamente, mas a minha mãe matou-a logo a seguir quando me disse que o Presidente já disse que era escusado porque a medida ia mesmo avançar.
Isso 'tá a dar comigo em doido ... muita gente pode não perceber o porquê, já que nada do que aqui vivi vai ser apagado, só o sítio é que vai mudar de nome. Mas não é só isso. É uma questão de identidade. Eu não cresci na Venteira nem sou da Venteira. Cresci na Reboleira e sou da Reboleira. Moro cá há já 18 anos e tenho 1001 histórias para contar, todas passadas aqui. Sempre estudei aqui, enquanto muitos se mudaram para Lisboa eu fiquei. Agora, este sítio que eu tanto adorei e adoro vai simplesmente ser apagado do mapa como se nunca tivesse existido e como se não importasse, tudo sobre o pretexto de poupar algumas despesas ao nosso Estado que, apesar deste apertar de cinto, continua a renovar anualmente a sua frota de Mercedes. Poupadinhos !
Revolta-me só a ideia de um dia mais tarde os meus netos não saberem sequer que este sítio alguma vez existiu. Os meus netos e até provavelmente os meus filhos. O sítio onde o pai/avô deles cresceu para eles vai ser a Venteira, uma freguesia da Amadora. É injusto ...
Dê por onde der, aconteça o que acontecer, eu vou ser SEMPRE da Reboleira, nunca de nenhum outro sítio. Posso até mudar de casa, mas o meu berço vai ser sempre o mesmo. Fora do mapa, mas sempre no coração de quem cá viveu e vive e que de certeza que sente a mesma revolta que eu.
Eu sou da Reboleira, sempre.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
18 anos
Desde que 2012 chegou que andei ansioso por fazer 18 anos. Sempre vi essa idade como um marco. Ao contrário de muitos, nunca tive grandes ilusões com a independência nem nada disso porque sei que isso só vai acontecer quando sair de baixo do tecto da minha mãe, mas mesmo assim 18 anos são 18 anos. Já me pus a pensar sobre o que tinha feito durante este tempo e percebi que de facto tinha feito pouco ou nada ... Mas parece mesmo que este novo número na minha idade me veio trazer coisas novas e me está a fazer ter outras perspectivas sobre a vida. Primeiro consegui novamente abrir a minha mente e o meu espírito para deixar entrar alguém na minha vida como não deixava há muito tempo. Tive uma relação que, apesar de curta, me fez ter outra perspectiva sobre as coisas. O meu lado mais infantil e simplista sobre o amor acabou por desfalecer e dar lugar a uma nova consciência mais dura, menos inocente, mas muito mais precavida sobre esses assuntos do coração. Depois, aquele mau rumo que a minha vida parecia estar a tomar, com demónios e vícios à mistura, deu agora um enorme passo para se transformar num rumo de renovação em vez de um de auto-destruição : apanhei um susto a nível da saúde que me fez ver que se quero viver a vida plenamente não preciso de mais nada a não ser o meu próprio sentido de humor e um pouco mais de responsabilidade nas minhas escolhas, isto se eu não confundir aproveitar a vida com estragá-la. Resumindo, no espaço de menos de um mês eu dei por mim a ter que fazer várias introspecções, a ter que definir prioridades, a estabelecer limites e dar uma revisão a tudo o que eu achava que era certo na vida .... Pode-se dizer que a idade trouxe maturidade e eu agradeço.
Hoje foi mais sério, know what i'm sayin ... Peace
Hoje foi mais sério, know what i'm sayin ... Peace
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Cenas minhas
Alguma vez se sentiram ostracizados e desintegrados nesta sociedade ? Eu sinto todo o santo dia, mas mesmo assim eu não mudo. Alguma vez sentiram que por optarem por um estilo diferente são olhados de forma diferente e o sexo oposto não vos dá tanta bola ? Eu sinto isso todos os dias quando saio à rua de baggy jeans e t-shirts largas, mas mesmo assim eu não mudo. Alguma vez se sentiram tratados como marginais, ignorantes e incultos só por ouvirem seja lá que tipo de música é que ouvem ? Eu sinto isso sempre que ponho os meus phones nos ouvidos e curto o meu Valete ou o meu Big L, mas mesmo assim eu não mudo. Porque é que eu não mudo ? Já lá chegam.
Hoje decidi falar de algo que sempre esteve presente comigo, algo que penso que ainda me define um pouco e algo que, por muito que quisesse, acho que já não conseguia deixar. Tem as suas desvantagens, é que sabem, nos tempos em que vivemos a imagem não é o mais importante, a imagem é tudo. As pessoas julgam-te sem te conhecerem. Uma coisa é conhecer o estilo, conhecer os gostos e os interesses que sim epá concordo que fazem parte daquilo que uma pessoa é, mas outra coisa são personalidades e isso poucos conhecem mas todos julgam conhecer. Já criaram 1001 estereótipos à minha volta só porque sou um puto de 17 anos da Reboleira que anda de roupa larga e mesmo sendo branco só pára com blacks. Já me chamaram de marginal, de sem futuro, de ovelha negra e por aí fora. Mas eu não sou nada disso, sou de outra espécie. Uma espécie que também é muitas vezes assim adjectivada pelos actos de uns que não sabem distinguir hip-hop de banditismo.
Tentam-me definir constantemente, família, amigos, colegas, compinchas, camaradas, sócios, tropas, chamem -lhes o que quiserem. Mas definir algo tão simples como eu pode virar complicado e complexo. Não confundir aqui ser simples com ser simplório, porque mesmo sendo meio safoda não sou oco nem vazio. Até a minha mãe já me disse que não me percebe e que eu mudei e blá blá blá, a minha família olha-me de forma diferente, mas eu não me vou alongar sobre esses temas.
Quando eu tenho recaídas destas "pressões" que por vezes me criam terceiros ou até mesmo e a as minhas exigências para comigo mesmo, há algo que está sempre lá e algo que já me falhou 1001 vezes mas que me deixou preso o suficiente para que eu não lhe consiga falhar. Confusos ? Eu explico. Imitando mas modificando o primeiro parágrafo, já alguma vez sentiram que eram bons a fazer uma coisa que poucos mais conseguem fazer ? Eu sinto isso cada vez que improviso. Alguma vez sentiram arrepios na espinha pelo apreço que vos é dado ? Eu sinto isso por cada rima que cuspo com a minha crew. Alguma vez sentiram milhares de dúvidas reconfortadas por uma esporádica certeza de que nasceram e vieram a esta Terra para fazer alguma coisa ? Eu sinto isso cada vez que rimo, cada vez que escrevo um verso, cada vez que dou por mim com a minha mente a divagar em rimas e quando no meio de desconcentrações me surgem as punchlines mais épicas. Não gravo músicas nem tenciono gravar, para além de questionar as minhas capacidades enquanto artista não me sentiria bem a explorar e fazer dinheiro de algo que tanto gosto. Não escrevo todos os dias pois se o fizesse nem todas as letras sairiam perfeitas e o meu amor pelo bizzno é demasiado para fazer algo aquém daquilo que sei que são as minhas capacidades, faço-o quando quero e quando estou com vontade pois só assim consigo obter aquele prazer e satisfação de rimar. Mesmo com todas estas condicionantes, sinto-me um rapper.
Posso não sê-lo pelos padrões normais, mas sinto-o. E acreditem quando vos digo que enquanto não improvisarem perante um público cheio de nervosismo e ouvirem aqueles gritos de aprovação, enquanto não chegar aquele tão esperado momento em que sai a rima mais inesperada e o people vai ao rubro, enquanto não lerem algo da vossa própria autoria e se sentirem donos e senhores do Mundo só porque tiveram a capacidade e criatividade de produzir algo com que se identificam e que vos deixa satisfeitos, enfim, enquanto não tiverem o maior dos egotrips numa letra derivado daquele sentimento de antes, vocês nunca vão saber o que é ser rapper. E eu nunca seria o que sou hoje se não tivesse sido, ainda que por momentos, um rapper. Não saberia o que é adrenalina se não fosse rapper.
Portanto obrigado por este dom que me deram e que tantas coisas boas me traz. One luv, Drama
Hoje decidi falar de algo que sempre esteve presente comigo, algo que penso que ainda me define um pouco e algo que, por muito que quisesse, acho que já não conseguia deixar. Tem as suas desvantagens, é que sabem, nos tempos em que vivemos a imagem não é o mais importante, a imagem é tudo. As pessoas julgam-te sem te conhecerem. Uma coisa é conhecer o estilo, conhecer os gostos e os interesses que sim epá concordo que fazem parte daquilo que uma pessoa é, mas outra coisa são personalidades e isso poucos conhecem mas todos julgam conhecer. Já criaram 1001 estereótipos à minha volta só porque sou um puto de 17 anos da Reboleira que anda de roupa larga e mesmo sendo branco só pára com blacks. Já me chamaram de marginal, de sem futuro, de ovelha negra e por aí fora. Mas eu não sou nada disso, sou de outra espécie. Uma espécie que também é muitas vezes assim adjectivada pelos actos de uns que não sabem distinguir hip-hop de banditismo.
Tentam-me definir constantemente, família, amigos, colegas, compinchas, camaradas, sócios, tropas, chamem -lhes o que quiserem. Mas definir algo tão simples como eu pode virar complicado e complexo. Não confundir aqui ser simples com ser simplório, porque mesmo sendo meio safoda não sou oco nem vazio. Até a minha mãe já me disse que não me percebe e que eu mudei e blá blá blá, a minha família olha-me de forma diferente, mas eu não me vou alongar sobre esses temas.
Quando eu tenho recaídas destas "pressões" que por vezes me criam terceiros ou até mesmo e a as minhas exigências para comigo mesmo, há algo que está sempre lá e algo que já me falhou 1001 vezes mas que me deixou preso o suficiente para que eu não lhe consiga falhar. Confusos ? Eu explico. Imitando mas modificando o primeiro parágrafo, já alguma vez sentiram que eram bons a fazer uma coisa que poucos mais conseguem fazer ? Eu sinto isso cada vez que improviso. Alguma vez sentiram arrepios na espinha pelo apreço que vos é dado ? Eu sinto isso por cada rima que cuspo com a minha crew. Alguma vez sentiram milhares de dúvidas reconfortadas por uma esporádica certeza de que nasceram e vieram a esta Terra para fazer alguma coisa ? Eu sinto isso cada vez que rimo, cada vez que escrevo um verso, cada vez que dou por mim com a minha mente a divagar em rimas e quando no meio de desconcentrações me surgem as punchlines mais épicas. Não gravo músicas nem tenciono gravar, para além de questionar as minhas capacidades enquanto artista não me sentiria bem a explorar e fazer dinheiro de algo que tanto gosto. Não escrevo todos os dias pois se o fizesse nem todas as letras sairiam perfeitas e o meu amor pelo bizzno é demasiado para fazer algo aquém daquilo que sei que são as minhas capacidades, faço-o quando quero e quando estou com vontade pois só assim consigo obter aquele prazer e satisfação de rimar. Mesmo com todas estas condicionantes, sinto-me um rapper.
Posso não sê-lo pelos padrões normais, mas sinto-o. E acreditem quando vos digo que enquanto não improvisarem perante um público cheio de nervosismo e ouvirem aqueles gritos de aprovação, enquanto não chegar aquele tão esperado momento em que sai a rima mais inesperada e o people vai ao rubro, enquanto não lerem algo da vossa própria autoria e se sentirem donos e senhores do Mundo só porque tiveram a capacidade e criatividade de produzir algo com que se identificam e que vos deixa satisfeitos, enfim, enquanto não tiverem o maior dos egotrips numa letra derivado daquele sentimento de antes, vocês nunca vão saber o que é ser rapper. E eu nunca seria o que sou hoje se não tivesse sido, ainda que por momentos, um rapper. Não saberia o que é adrenalina se não fosse rapper.
Portanto obrigado por este dom que me deram e que tantas coisas boas me traz. One luv, Drama
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Um titulo bom, vá
Tenho andado meio fora destas cenas de blogs e não sei quê, mas para ser honesto tenho andado meio fora de tudo. A minha vida ultimamente resume-se a comer, 'tar a apanhar do ar na escola, tchillar e jogar à bola e isto fez-me pensar. Pensei já em muita coisa porque quando não se tem nada para fazer a cabeça divaga para 1001 sítios, mas há uma coisa que me tem prendido e ocupado mais tempo que o resto : faltam 3 meses (mais coisa menos coisa) para eu fazer 18 anos. Este pensamento ao inicio fazia-me ficar todo em êxtase e não sei quê, ficava mesmo todo tipo quê com a ideia de ter carta de condução, poder-me baldar e justificar as prórprias faltas e poder atirar à minha mãe o argumento do "já tenho 18 anos". Mas depois atingiu-me assim uma coisa chamada consciência e apercebi-me de outra coisa : faltam 3 meses (mais coisa menos coisa) para eu fazer 18 anos e eu ainda não fiz NADA DE JEITO. Em (quase) 18 anos de vida o que é que eu tenho de interessante para contar em comparação com os meus amigos ? Bem, o Kadynno tem 18 e vai trabalhar para a embaixada como cozinheiro, passou no curso dele com firmeza e 'tá com o futuro orientado. O Choca endireitou-se da vida das baldas para ser um aluno aplicado e com notas até bacanas (dão para passar, sa foda o resto). O Hélio ... bem esse cabrão é mais novo que eu sei lá uns 7 ou 8 meses e já ganhou quase tudo o que havia para ganhar em termos de artes-marciais. Podia ficar aqui a falar mais ainda, mas pronto a ideia que fica é qualquer um deles tem qualquer coisa para fazer de útil, já fez ou assim. E eu ... ? Eu continuo o mesmo puto estúpido que era aos 14 anos. Portar bem nas aulas é fígado, notas dão para passar e pouco mais, desporto só mesmo da sala ao friogorifico e na escola quando me apetece (tirando os sábados que não é desporto, é lazer). Histórias de feitos e objectivos alcançados ? Só se for mesmo o número de bebedeiras que apanhei no espaço de 2 anos ou as faltas disciplinares que levei desde o 7º ano.
Então ya, basicamente a única coisa de jeito que fiz foi uma rima ou outra aí na rua e nem isso me leva a lado nenhum. A única "pessoa" que conheço que fez menos que eu ainda é o meu gato. Só que isso não me consola porque ele tem 7 meses e é um gato. Portanto fica aqui neste blog a promessa de que pelo menos vou tentar chegar aos 19 anos com alguma coisa de orgulho para contar.
Peace então
Então ya, basicamente a única coisa de jeito que fiz foi uma rima ou outra aí na rua e nem isso me leva a lado nenhum. A única "pessoa" que conheço que fez menos que eu ainda é o meu gato. Só que isso não me consola porque ele tem 7 meses e é um gato. Portanto fica aqui neste blog a promessa de que pelo menos vou tentar chegar aos 19 anos com alguma coisa de orgulho para contar.
Peace então
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